terça-feira, 10 de janeiro de 2012

É manhã lá fora... (Sonetex)


É manhã lá fora

(Sonetex)


Pela janela vejo a manhã lá fora,
mas estou aqui no vazio do meu quarto,
tu foste embora no despontar da aurora,
a tristeza com a solidão reparto.

É manhã lá fora, mas que importa a hora,
nem a vejo, submersa na tua ausência,
o mundo começa a corrida invasora,
tudo arrasta numa fúria predadora,
deitada nos lençóis com a tua essência,
não abro os olhos, pois tudo me apavora.

Eu não consigo ver a magnificência,
do rei sol brilhando com todo seu fulgor,
a tua falta na minh´alma causa ausência,
sem ti, amor, tudo é escuro ao meu redor.

Um fúlgido raio de sol prepotente
Iluminou o meu triste rosto ardente.

By Lully



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sábado, 7 de janeiro de 2012

Cabelos molhados


Cabelos molhados

  Dupleto

Autor: Daniel Fiúza
             20/07/2011

Teus sensuais cabelos molhados,
cascatas de prazeres e de amor,
promovem carinhos delicados,
me deixam louco, ao serem tocados,
teu corpo me umedece sedutor,
meus sentidos ficam desvairados.

Os fios conduzem eletricidade,
nos efeitos vou saboreando,
momentos de pura insanidade,
me levando para eternidade,
a tua cheirosa flor morro amando,
nesse ritual de fertilidade.

Cascatas nos ombros da princesa,
despertando a vontade de amar.

Na fonte minha boca foi provar,
outra madeixa que estava acesa.




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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Toque de mãos




Toque de mãos

(Quintanilha)

Autores: Lully e Domfiuza.
20/12/2011

Toda noite sonho com mãos nuas,
que me acariciam como o sol do dia,
descem suaves fazendo moradia,
entre todas as luas, qual magia,
no imenso desejo que acentuas.

Acordo nesse triste amanhecer,
e na cama desfeita da manhã,
às vezes eu não consigo entender.

Porque tu’ausência é tão sentida,
e meu corpo clama a tua presença,
sinto na pele uma falta imensa,
do teu carinho, livre sem licença,
toque de mãos alegrando a vida.

Sensíveis arrepios a pele sente,
na carência que tortura a alma,
esperando tuas mãos novamente.





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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Toque de paixão

 
Toque de paixão

(Quinteneto)


Acordei com a tua falta!

No escuro o medo me assalta,
sinto ainda o teu calor em mim,
rolo nos lençóis de cetim,
na inquietude do sem fim,
todo o meu corpo te exalta.

Levanto e olho o nosso jardim,
vazia, sem ter o teu abraço.

Ausência fere como aço,
sem tuas mãos que aquecem,
abrindo-me quando descem,
loucuras sem fim, conhecem,
sem nunca mostrar cansaço.

Carícias gostosas tecem,
tua umidade acaricia,
os sentidos estremecem.

Dança de pura harmonia,
dedos deslizam devagar,
procurando sempre aguçar,
essa volúpia sem cessar,
com essa forte ousadia.

Difícil não desabrochar,
como rosa perfumada,
no teu amor faço morada,
descansando ao te amar.

Sinto-me assim tão amada,
na nossa cumplicidade,
a paixão é tempestade,
canto ao vento a saudade
para o céu cor de granada.


By Lully


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sonetex de um Poeta bêbado



SONETEX DE UM POETA BÊBADO
 
Odir Milanez

Eu sou um pouco gente, um pouco bicho,
numa selva de pedra a mim defronte,
catando versos, qual quem cata lixo,
vendo a vida vivendo, sob a ponte.

Eu minto por penúria e por capricho,
pois por medo não há quem me amedronte.
Durmo no chão, em meio ao carrapicho,
que dói na alma quando a perna espicho
em sonhos sensuais, ou mesmo insonte,
quando a saudade sopra algum cochicho.

De poemas a pinga é minha fonte.
É ela que me cede, a cada esguicho,
as vidências do novo no horizonte,
o provável prenúncio de um rabicho!

Como louco e poeta me percebo
e, só por sê-los, todo dia bebo!


JPessoa/PB
12.12.2011
oklima





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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu quero , tu queres



Eu quero, tu queres

(Quinteneto)

Autores: Grace Hsui e Domfiuza.
29/11/2011

Eu quero ver, o sol nascer.

No céu aveludado crescer,
bem além do horizonte
lindo e alaranjado, aponte,
no céu saindo da fonte,
da escuridão aparecer.

Eu quero sentir defronte
meus cabelos acariciar.

Aos meus pés, sol rastejar,
no cheiro olor de jasmim,
quero ouvir um querubim,
passarinhos no jardim,
sonatas de amor tocar.

Quero tocar o cetim,
do rosto, na minha palma,
seus lábios doce pudim.

O seu coração me acalma,
com a sua delicadeza,
meu carinho é certeza,
no brilho da natureza,
embelezando minha alma.

Eu quero olhar a beleza,
nos seus olhos cativantes,
ler os segredos de amantes,
de um rei, e sua princesa.

Te quero mais do que antes,
conjugando o verbo amar,
ao meu signo se entregar,
No querer me apaixonar,
Nesse amor alucinante.




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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Reino dos encantos




Reino dos  encantos.

Sonetex


Por muitas estradas  caminhei,
nada encontrei alem de poeira,
apenas minhas pegadas deixei,
gravadas nos espinhos da roseira.

Busquei a felicidade verdadeira,
em algum lugar desse planeta,
distante, talvez noutra cidade,
no vento, no amor e na verdade,
na galáxia, viajando num cometa,
na grande busca pra tê-la inteira.

Desviei os passos, procurei a meta,
mesmo sofrendo, segurei o pranto,
desci ladeiras, viajei discreta,
só iludida, não tive o acalanto,

Onde está o reino dos encantos?
Se não no coração e nos meus cantos.


Fátima Galdino.
24/10/2011



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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Toque de mãos


Toque de mãos

(Quintanilha)

Autores: Lully e Domfiuza.
20/12/2011

Toda noite sonho com mãos nuas,
que me acariciam como o sol do dia,
descem suaves fazendo moradia,
entre todas as luas, qual magia,
no imenso desejo que acentuas.

Acordo nesse triste amanhecer,
e na cama desfeita da manhã,
às vezes eu não consigo entender.

Porque tu’ausência é tão sentida,
e meu corpo clama a tua presença,
sinto na pele uma falta imensa,
do teu carinho, livre sem licença,
toque de mãos alegrando a vida.

Sensíveis arrepios a pele sente,
na carência que tortura a alma,
esperando tuas mãos novamente.





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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A saudade

Saudade

(Dupleto)

Essa saudade que não cabe em mim
Está inundando as ruas da cidade
Deixando esse perfume de alecrim
Impregnado em minhas mãos de marfim
Ela anda por aí com crueldade
Destruindo as flores do meu jardim.

Ela chega com garras de cetim
Começa na plena claridade
Continua na tarda noite sem fim
Deixando-me a pele incendiada assim
Machuca e segreda a tua vontade
Tingindo minhas faces de carmim.

Se sentires na noite um arrepio
É a minha saudade que te chama.

Anseio por ti, meu ser reclama
Essa ausência que envolve o meu vazio.



By Lully




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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Amor Loucura


Amor Loucura
(Quintanilha)

Odir Milanez


Isso não é amor, isso é loucura!
Não mais raciocino, eu rememoro.
Rememorando, toda vez eu choro
e cada vez que choro não demoro
em revê-la do pranto na procura!

Ouço-lhe a voz nos ventos volitantes,
diviso-a no vazio da moldura,
trazem seu rosto todos os semblantes!

Já não percebo a noite ser escura.
Perdi toda noção dos meus instantes.
Induzindo ilusões alucinantes,
sigo as sendas sem rumo dos amantes,
sem pesar o prazer da desventura!

Amargando do amor tanta amargura,
volto a pensar o pensamento dantes:
Isso não é amor, isso é loucura!

JPessoa/PB
13.12.2011
oklima



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